Foto: Diana Garcia
Único representante da Primeira Divisão na Copa do Nordeste, o Vitória tinha obrigação de ser campeão regional, e foi. Cumprir as obrigações (e, em alguns momentos, ir além) fez o Rubro-Negro ter um primeiro semestre praticamente perfeito, coroado com uma taça que o clube não erguia há 16 anos.
A pausa para a Copa do Mundo encontra o Vitória campeão regional, na 13ª posição do Campeonato Brasileiro e classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil depois de eliminar o Flamengo. Mesmo aos trancos e barrancos, o time manteve todos os pratos equilibrados até o “checkpoint” da temporada.
Temporada do Vitória até aqui:
- Campeonato Baiano: vice-campeão;
- Copa do Nordeste: campeão;
- Copa do Brasil: classificado para as oitavas de final;
- Campeonato Brasileiro: 13º lugar com 22 pontos e um jogo a menos.
O vice-campeonato baiano é o que justifica o “quase” do título desta análise, mas é justo dizer que o Vitória fez o que devia ao ir à decisão. Não havia mais obrigações para uma final decidida em jogo único contra o Bahia, em uma Fonte Nova tomada apenas por tricolores.
A obrigação do primeiro semestre estava na Copa do Nordeste, e ela foi vencida com a autoridade esperada diante de adversários de divisões inferiores. O Vitória perdeu apenas um jogo, em partida que usou um time alternativo na estreia. A partir daquele dia foram oito vitórias e um empate, com 29 gols marcados, o melhor ataque da competição.
Vitória na Copa do Nordeste:
- 8 vitórias;
- 1 empate;
- 1 derrota;
- 83,3% de aproveitamento [melhor do time na história da Copa do Nordeste];
- 29 gols marcados;
- 15 gols sofridos.
Depois do título regional, a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil foi o grande momento do Vitória na temporada. Avançar de fase deixou de ser uma obrigação quando o sorteio colocou o Flamengo no caminho rubro-negro, mas, mesmo assim, a vaga veio em uma partida que confirmou a força do Barradão.
Dono da quarta melhor campanha como mandante no Brasileiro, o Vitória não perde diante da própria torcida há dez jogos. Fica claro que a força em casa foi fundamental para o time viver dias mais tranquilos até a pausa para a Copa do Mundo.
No Campeonato Brasileiro, a realidade ainda corresponde à expectativa de luta contra o rebaixamento, já que são apenas dois pontos de vantagem para o primeiro time do Z-4. Mas, diferente dos últimos anos, o Vitória passou a maior parte do Campeonato fora do grupo dos quatro últimos e até frequentou a primeira página da tabela.
O que impediu o conforto prometido por Jair Ventura na Série A foram os jogos fora de casa. Esse, sim, o maior problema do time no primeiro semestre. O Vitória até venceu jogos como visitante contra equipes de divisões inferiores no estadual e no regional, mas ainda sofre muito quando sai de Salvador para enfrentar adversários da elite.
O desempenho fora de casa é um ponto que precisa de resposta para que o segundo semestre também termine com saldo positivo. E reforçar o elenco é o caminho mais seguro para garantir esse salto de qualidade. O Vitória superou problemas e deu conta do recado até aqui, mas o futuro guarda desafios maiores.







