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Foto: Vatican

Pontífice realizou uma série de mudanças na Igreja, incluindo a abertura para mulheres em posições de liderança

Um ano após a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, em 21 de abril de 2025, seu legado permanece vivo nas estruturas eclesiais da Igreja Católica. O pontificado de Francisco foi marcado por uma mudança de postura diante dos dogmas católicos, incluindo a abertura para mulheres e leigos em posições de liderança.

O pontífice assumiu o comando da Igreja Católica após a renúncia de Bento XVI em 11 de fevereiro de 2013 – decisão registrada poucas vezes na história do papado. Com a chegada de Francisco, as estruturas internas da Igreja passaram por um processo de reorganização, especialmente com a reforma da Cúria Romana – conjunto de órgãos administrativos da Igreja.

A ação teve como objetivo descentralizar decisões e tornar a estrutura da Igreja mais funcional, ampliando o papel das conferências episcopais – encontros de bispos – e abrindo espaço para leigos e mulheres em cargos de liderança. Com isso, mulheres passaram a participar, de forma inédita, de dicastérios, e ter direito a voto em sínodos e nomeações para postos de chefia no Vaticano. Além disso, elas também receberam autorização para atuarem como leitoras de acólitas.

Durante sua passagem pelo papado católico, Francisco incentivou o debate sobre temas sensíveis, como o celibato, o diaconato para mulheres e a inclusão de divorciados e pessoas LGBTQIA+. Em uma entrevista do pontífice em 2013, Francisco foi questionado sobre o que pensava de casais homoafetivos e respondeu que “se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la”.

Essa nova postura diante dos dogmas católicos também provocou críticas de setores conservadores da Igreja, quando em fevereiro de 2017, cartazes foram espalhados por Roma questionando as atitudes de Francisco.

Após a morte do pontífice, o cardeal norte-americano Robert Prevost foi eleito como novo papa e adotou o nome Leão XIV. Prevost foi o primeiro estadunidense e também o primeiro membro da Ordem de Santo Agostinho a assumir o comando da Igreja. O conclave que veio a escolher Leão XIV foi marcado por debates entre alas conservadoras e grupos que defendiam a continuidade do legado de Francisco.

 

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